Essa é a Glorinha, com 5 anos, em uma foto no seu blog |
Nossa amiga, Ângela, do Ora Pitangas, nos convidou para uma blogagem coletiva hoje, 14 de abril, , em sua memória.Ela escolheu essa data por ter sido o dia do lançamento do primeiro livro da Glorinha quando ela, na opinão da Ângela – que também concordei – “ faria uma linda, emocionante e especial postagem comemorativa”..
Não poderia deixar de partiipar e a melhor maneira que achei foi reproduzir um pedacinho de um texto dela quando ela fala sobre o milagre de estar viva. Era o mês de setembro, mês de seu aniversário.Lembrei de mim, quando agora, também no meu mês minhas emoções se misturam com o que ela escreveu.
Pensa bem – a gente diz pra gente mesma – tem gente sofrendo mais que eu, tem gente que não tem o que eu tenho, olha pro lado, vê como tem pessoas em pior situação, eu tenho duas pernas, dois braços, dois olhos, tem gente que não tem…
(…)Acho que os sentimentos humanos existem para serem sentidos com toda a sua força. Precisamos dar vazão, deixá-los sair. Gritar, chorar, espernear. Sentir raiva, dor, prazer, alegria. A compaixão tem lugar, mas quando sofremos, só nós sabemos da nossa dor.
Subestimar nossos sentimentos, tornando-os menores, sublimando-os ou fingindo que não os sentimos, isso sim, é doentio.
Fomos feitos pra nos regozijar com pequenas coisas e chorar também por elas. Pelas grandes então, nem se fala.
Setembro chegou.
É o meu mês. O mês em que nasci e em que a Primavera me traz de volta pequenos tesouros.
Sempre acontece algo de bom para mim em Setembro, nem que seja um almoço em família no dia do meu aniversário.
Olho pela minha janela e me recordo do que vi através dela durante todo esse ano.
Pequenos grandes milagres da Vida, diariamente.
Essa foto é da Glorinha |
Essa também é da Glorinha |
Os canarinhos da terra, livres, comendo a canjiquinha que coloco para eles no muro…
Foto da Glorinha |
Da dor e da alegria, do sal e do açúcar…de nascimentos e também de perdas.
Mais um aniversário se aproxima e sei mais acerca de mim.
Acho que disso tudo, essa é a grande certeza que tenho hoje: Me aceito e me conheço.
E sei do que sou capaz.
Minha janela é minha vida. Sou grata por ter me mostrado que a natureza sou eu. E que eu sou ela.
Fosse entre lágrimas ou entre sorrisos, vi meus bichos, diariamente e, todos eles me pertencem e eu a eles.
Por esse retângulo iluminado pela claridade lá de fora, olhei e vi.”